NBO Entrevista - Ricardo Alves - SWU


Bom dia, boa tarde, ou boa noite, pro pessoal ligado no NBO Wrestling, eu, (Vitor Alves) trago no NBO Entrevista de hoje, alguém muito importante na SWU, que realiza uma função muito importante para qualquer equipe de Wrestling hoje em dia. Falo de Ricardo Alves, Ring Announcer/Narrador da SWU. Na entrevista abordamos temas como o atual cenário nacional, conflito entre funções, importância da mídia para o esporte, entre outros assuntos.

Confiram com exclusividade aqui no NBO Wrestling.





NBO: Primeiramente gostaríamos de uma apresentação mais "detalhada" sobre Ricardo Alves.

Ricardo Alves: Bom, tenho 25 anos, sou licenciado em Letras e músico há oito anos. Bebo mais café do que deveria, e assisto a ProWrestling desde que me entendo por gente. Profundo o suficiente?




NBO: A quanto tempo você está junto com a SWU, você sempre esteve como RingAnnouncer/Narrador, ou já exerceu outras funções?

Ricardo Alves: Estou com a SWU desde o início do ano passado, mas estreei em agosto no último AnimeBuzz, em Porto Alegre, já nas mesmas funções que ainda exerço. 




NBO: Nós sabemos que você também tem um lado artístico, cantor e compositor, foi isso que contribuiu para entrar nesse ramo da narração na SWU?

Ricardo Alves: Ah, sem dúvida ajuda. Não só isso, mas já trabalhei por muitos anos com eventos, até mesmo como Mestre de Cerimônias. Eu gosto dessa área do entretenimento em geral, e só o fato de poder praticar isso com algo que eu sou muito fã, e com a possibilidade de trabalhar com gente que tem essa mesma paixão, contribuiu pra minha entrada na equipe.




NBO: Acaba sendo difícil conciliar as duas funções, de narrador e de compositor?

Ricardo Alves: Felizmente, ainda não tive nenhum conflito de datas que complicasse minha colaboração na SWU. E atualmente estou trabalhando em casa com a produção do meu próximo disco, sem fazer tantos shows e ensaios que me consumiriam mais tempo.



NBO: Já rolou aquele interesse de ser lutador alguma vez com você, dentro da SWU?

Ricardo Alves: Cheguei a participar de alguns treinos e aprender o básico de quedas e posicionamento, mas uma fratura em dezembro durante um treino me fez ter certeza de que eu sou melhor no microfone mesmo (risos).




NBO: Atualmente, você vê um progresso da Luta Livre Nacional, desde que você entrou na SWU, até agora?

Ricardo Alves: É uma pena que a Luta Livre no Brasil tenha se tornado um nicho tão obscuro, porque pouca visibilidade gera pouco público, que gera pouco retorno pra poder investir, que interfere na qualidade do produto final. É um círculo vicioso. Mas a SWU nos últimos meses tem crescido de forma fantástica – ampliação do roster, canal novo no Youtube, apoio de uma galera com fotografia e filmagem, até mesmo o fato de ter um narrador e um comentarista–tudo é um diferencial que nos permite evoluir ainda mais.
Sobre a LLN em geral, eu admito que conheço menos do que deveria. Mas sei que há muitas federações se esforçando pra fazer essa evolução acontecer no cenário nacional também.




NBO: Com relação a divulgação, você acha que a mídia de forma geral, ela acaba mais atrapalhando do que ajudando o esporte? E sobre a mídia especializada (Sites, Blogs, Paginas no Facebook), na sua opinião, elas ajudam a LLN, ou é algo aleatório?

Ricardo Alves: Eu honestamente não vejo nada na mídia sobre ProWrestling, a não ser na semana da Wrestlemania, e ainda assim muito pouco.
Sobre a mídia alternativa especializada, eu acho que toda ajuda e toda divulgação sempre é válida e muito bem-vinda. Ainda é pouco, porque alcança um público que já é entusiasta de ProWrestling em geral, mas eu acredito que, além dos próprios shows, essa seja a nossa melhor ferramenta pra conseguir novos seguidores e apoiadores, e quanto a isso a gente só tem a agradecer.




NBO: Já surgiu convites de narrar ou anunciar outros tipos de eventos, a partir da sua experiência com a SWU, e sua experiência no mundo da música?

Ricardo Alves: Ainda não, mas estou disponível! (risos)
Ser músico na cena alternativa, aliás, também é complicado nessa função de divulgação, de visibilidade e de investimento. Mas como eu já trabalhei com isso por tanto tempo, mesmo sem ter sido “formalmente”, é uma oportunidade que eu não descarto, sem dúvidas.





NBO: Você acha que ainda existe muito preconceito com a Luta Livre no Brasil, e não só com o esporte em si, mas também com quem trabalha na área?

Ricardo Alves: Nem tanto preconceito, mas uma falta de interesse por não entender a proposta. Nem todo mundo aplica a sua definição particular de “esporte” à luta livre, e no Brasil a falta de visibilidade faz com que a gente entre em uma subcultura que tem todo o potencial pra crescer, mas praticamente nenhum incentivo.
E porque eu diria que é virtualmente impossível viver de ProWrestling no Brasil que a gente esbarra em outro problema, o fato de ter que delegar o nosso trabalho na área como um “hobby”, como uma atividade paralela ao trabalho, aos estudos, ao que a gente precisa fazer pra sobreviver, entende? Ainda é utópico se dedicar inteiramente a esse esporte no país, mas enquanto houver a paixão pela coisa, haverá espaço pra sonhar.




NBO: Como é ser narrador da SWU?

Ricardo Alves: Surreal!
Mas sério, é uma experiência maravilhosa. Dá gosto ver todo mundo tão engajado em fazer um trabalho tão bacana, e trabalhar com gente apaixonada pelo “business” tanto quanto eu. Os treinos e os shows são divertidíssimos, e todos estão sempre se ajudando e se esforçando pra oferecer o melhor espetáculo possível nos shows.




NBO: De 0 a 10, ao seu ver, qual é a importância de uma equipe de comentários dentro de uma companhia de Wrestling, atualmente.

Ricardo Alves: Sem querer parecer convencido, mas de 8 pra cima! Pro público fazer parte do espetáculo, ele precisa acreditar na história que está sendo contada, conseguir suspender a realidade e se permitir ser envolvido. Na mesa de comentários, nós ajudamos a construir esse link, nós oferecemos um jeito de entender melhor essa história.
Desde oferecer um pano de fundo pra ação no ringue pra quem já é fã e já conhece luta livre, até descrever os golpes e explicar as regras pra quem não conhece, eu acredito que o nosso papel é importantíssimo dentro do espetáculo como um todo.




NBO: Nós do NBO Wrestling gostaríamos de agradecer você Ricardo por nos conceder esta entrevista, gostaria de deixar este espaço vago pra você divulgar o seu trabalho, e deixar aqui suas considerações finais, e mais uma vez muito obrigado.

Ricardo Alves: Eu que agradeço pelo convite! Peço aos gaúchos que apareçam na Usina do Gasômetro na madrugada do dia 21 para o dia 22 de março, a SWU é parte da programação do evento “Madrugada Dura na Queda”, que não só é gratuito como tem chopp liberado noite adentro! Nos acompanhe no Facebook pra ter mais informações sobre esse show e sobre os próximos, que até o final do ano nós ainda teremos muitas novidades pra quem é fã de Luta Livre e muitas surpresas legais pra quem já acompanha o nosso trabalho.
Estou produzindo o primeiro disco solo do meu novo projeto, e peço que todos visitem minha página no Facebook, também terei novidades até o final do ano na música!
Parabéns pelo trabalho e muito obrigado!


Nós do NBO agradecemos não só ao Ricardo pela bela entrevista, mas toda a SWU que vem trabalhando forte em 2015 para levar a vocês um ótimo espetáculo, e aqui fica a surpresa desta semana, além desta entrevista, o Ricardo também será o convidado especial desta semana no Top Rope Radio, que irá ao ar a quinta feira, as 19 da noite, Fiquem ligados!!!